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Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers, 2009)

.........Em 2003. os roteiristas Paul Hupfield e Stewart Williams foram desafiados a criar o título maisimbecil, porém comercial, para um projeto. E então surgiu o título "Matadores de Vampiras Lésbicas". Missão cumprida, título idiota criado, mas tenho minhas dúvidas em relação ao "comercial". Entretanto, surgia aí a oportunidade de algo potencialmente engraçado; comédias de horror costumam errar feio nas bilheterias (o público simplesmente não vai assistir por achar muito engraçado para ser horror ou muito assustador para uma comédia), mas costuma acertar em cheio com a crítica. O fato de dois roteiristas terem criado toda uma trama a partir de um título "imbecil e comercial" é preocupante. E com razão. "Matadores de Vampiras Lésbicas" não é comercial. Mas não há dúvidas em relação à imbecilidade do roteiro. A história gira em torno de uma pequena cidade britânica que sofre de uma maldição que transforma todas as garotas que completam 18 anos em vampiras. Não somente vampiras, mas vampiras lésbicas. É então que, por coincidência do destino, dois amigos meio bobões (uma versão carne e osso e britânica de Beavis e Butt-Head, para melhor visualizarem), decidem se afastar dos problemas em suas vidas e fazer uma viagem para uma cidadezinha escolhido ao acaso. Essa mesma cidade infestada de vampiras lésbicas. No caminho, encontram um grupo de gostosas que também vão passar uns dias nessa cidade. Logos todos ficam sabendo da maldição, quando o padre local tenta desesperadamente libertar sua filha, prestes a completar 18 anos, da maldição. E fim. A história é basicamente isso: vampiras lésbicas acabam encontrando dois jovens dispostos a acabar com a raça delas. Limitado em termos de roteiro, a direção de Phil Claydon não é particularmente de grande ajuda. A fotografia plástica, os efeitos de segunda mão, a direção categórica. Na parece ajudar no desenvolvimento do filme. É verdade, algumas tiradas funcionam, mas são tão poucas e em grau tão leve que podem passar desapercebidas. As atuações, surpreendentemente funcionam, se formos levar em conta de que os dois personagens principais são bem idiotas e as garotas não ficam atrás. Há como entrar no mérito de que há genialidade a criar um personagem estúpido, vide Jim Carrey em "Débi & Lóide" (Dumb & Dumberer), mas estamos falando de um gênio da comédia, acho que seria exigir demais de um time tão inexperiente como o de "Matadores de Vampiras Lésbicas". A experiência proporcionado pela "suposta" comédia de horror é passageira, só o título que dificilmente vamos esquecer.
por Artur Castro
05 de novembro de 2009
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