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Jogos Mortais 6 (Saw VI, 2009)

.........É triste ver o declínio de uma era. É claro que quando falo em era, me refiro há um período de seis anos. E é claro que estou falando daquele pequeno filme chamado "Jogos Mortais" (Saw) em 2004 e que pegou todos os fãs de horror de surpresa ao trazer novidades no gênero de serial killers, além de um doa finais mais surpreendentes dessa década. E logo se iniciou o legado de Jigsaw, que ganhou um segundo filme no ano seguinte, e que só serviu para conquistar mais fãs, com uma história igualmente criativa e com mais um final chocante. Sendo assim, as armadilhas mortais e os finais surpreendentes passaram a ser as marcas registradas da franquia. E a partir do terceiro filme, começamos a ver o legado ruir, lentamente, tanto em termos de qualidade, como de bilheteria. Como já era esperado desde início, a franquia teria seis filmes e depois do fracasso com os fãs do quinto filme, o sexto já estava condenado há um ano atrás. O que é mais triste constatar em tudo isso é que, apesar de ninguém mais se importar em ir aos cinemas ver os planos engenhosos de Jigsaw (e Hoffman) é que "Jogos Mortais 6" é o melhor filme da franquia desde o terceiro filme. Prometendo ser o último filme da franquia (não vai ser, e eu comemoro!), "Jogos Mortais 6" tem a pretensão de amarrar as pontas soltas dos outros filmes e responde perguntas deixadas abertas até do terceiro filme, como por exemplo a maldita carta que Amanda encontra na sua gaveta e chora depois de ler. Bem engenhoso, diga-se de passagem. Dessa vez, Hoffman continua com seus jogos mortais sendo orientado levemente por Jigsaw, que tem mais um jogo engenhoso guardado na caixa que deixou para sua ex-mulher Jill. Dessa vez, a vítima principal é o diretor de uma seguradora de saúde e por consequência todos os seus funcionários. Simultaneamente, descobrimos que a agente Perez está viva e continua atrás do encalço do tal substituto de Jigsaw. Além disso, Jill também tem seus probemas para ocupar sua cabeça, uma vez que Jigsaw também lhe deixou uma herança na caixa. Para quem se deixou levar pela confusão que o quarto filme fez ou então odiou a bobinha trama do quinto filme, "Jogos Mortais 6" é o retorno ao brilhante (ou quase) que os fãs gostariam de ter visto há uns dois filmes atrás. Percebe-se que Kevin Grerteut e os roteiristas Marcus Dustan e Patrick Melton tinham intenção de fazer desse o último filme, já que amarram a maioria das pontas soltas e não deixa mais nada em aberto. Isso, é claro, sem contar com o final que mais pareceu uma exigência da Lionsgate para poder dar continuidade à série. Tenho mnihas dúvidas em relação ao futuro da franquia, mas esse sexto filme seria o final ideal para Jigsaw, antes que ele fosse parar em filmes feitos direto para DVD. Entretanto, o final nos deixa claro que ainda há mais história para contar e que, talvez a estrutura do próximo filme seja um pouco diferente e lide um pouco mais com uma certa vingança. E para quem ainda não sabe, "Jogos Mortais 7 3D" já tem data confirmada para estréia: 22 de outubro de 2010. E caso você não tenha percebido, Jigsaw vai entrar para o time de filmes de horror em 3D. Com os recentes sucessos de "Dia dos Namorados Macabro 3D" (My Bloody Valentine 3D) e "Premonição 4" (The Final Destination), essa parece ter sido a única saída para a Lionsgate aproveitar a sobrevida da série. Resta esperar que o filme não acabe custando caro demais a ponto de não trazer mais retorno, o que significaria sim o fim da série. Apesar da pior bilheteria de qualquer um dos filmes da franquia, "Jogos Mortais 6" já faturou quase 3 vezes o seu orçamento SÓ nos Estados Unidos e é isso que mantém o estúdio ainda interessado. Como fã da franquia, eu também estou interessado em saber como é que vão utilizar os recursos 3D nas armadilhas. Por enquanto, temos pelo menos motivos de sobra pra torcer: "Jogos Mortais 6" consegue reconquistar a confiança dos fãs e nos dá um pouco mais de esperança ao seu término do que davam os dois filmes anteriores.
por Artur Castro
16 de novembro de 2009
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